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O tempo passa,
como brisa,
como vendaval,
tormenta, calmaria.
É o maior cúmplice das
fantasias
quando se pensa em
eternidade.
É o maior ilusionista
da vida
quando se mostra
infinito,
quando ancora nas
nuvens
a inspiração.
O tempo é cruel no
vazio da alma,
quando se sente
saudade,
quando se faz imagens,
fantasmas que dançam
na noite,
na falta do sonho,
nas horas de segredo,
nos planos calculados,
nos sobressaltos da
estada.
O Tempo manobra a
lida,
o amadurecimento
a visão de mundo
a idéia,
a liberdade
a posição,
o amor,
a confiança.
É capaz de curar a dor
mas impotente também
se faz
nas horas que não se
pode
congelar o amor,
o beijo,
o toque das mãos,
o olhar de quero mais,
o sorriso de perdão,
o abraço da volta,
o adeus,
a solidão.
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